terça-feira, setembro 05, 2006

Pra criança ouvir

Vão até pensar que tenho algo contra a Atlantida, pois já falei mal dela várias vezes. E tenho mesmo, a rádio é realmente uma bosta.

Agora, fruto de diversas pesquisas de opinião, a Rede que pertence a RBS deu uma reformulada na programação. E nas vinhetas também, que estão no limite máximo do ridículo. Mas a pior delas acho que é aquela onde um texto pseudocabeça fala entre outras coisas de suicídio, com uma trilha composta por Nirvana e Janis Joplin. Uau, que radical, não?!?!?!?!?!?!?

sábado, setembro 02, 2006

Mundança

Como estou de ape novo, fiquei sem internet em casa, o que tornou as blogadas algo mais difícil. Essa semana devo voltar a frequência de postagens de sempre.

O Rei


Sempre fui um cara que respeitei Roberto Carlos, apesar de nunca ter realmente sido fã dele. Cresci ouvindo o rei, com meus pais, mas a pior fase, que compreende quase toda a carreira dele, infelizmente.

Mas sabia que algumas pérolas existiam. E resolvi encontrá-las nos discos de meados dos anos 60. E tem realmente coisa boa nos discos Jovem Guarda (65), Roberto Carlos (66) e em Ritmo de Aventura, de 67. Mas, entre os que conheci, destaco O Inimitável, de 1968. Esse surpreende mesmo! Rock, levada funk com baixão, coral gospel e naipe de metais e uma batera bem estilosa. A voz do rei também está ótima.

Ouça e curta muito. Não sabe onde encontrar? No E-mule tem, de grátis. Abaixo as faixas do disco:

1) E não vou mais deixar você tão só
2) Ninguém vai tirar você de mim
3) Se você pensa
4) É meu, É meu, É meu
5) Quase fui lhe procurar
6) Eu te amo, te amo, te amo
7) As canções que você fez pra mim
8) Nem mesmo você
9) Ciúme de você
10) Não há dinheiro que pague
11) O Tempo vai apagar
12) Madrasta


segunda-feira, agosto 28, 2006

Uma carta a Gastão Moreira

Fala aí Gastão, tudo beleza? Como anda a vida aí em Floripa? Ah, me diz uma coisa: por que mudaram o horário do teu programa de rádio - o Gasômetro, na Atlântida FM - para domingo a noite? Por que nessa hora todos os otários que não gostam de boa música estão vendo o Fantástico? Pode ser. Mas imagino que seja por grana mesmo. Afinal, a RBS andou fazendo um monte de pesquisas e remodelou toda a sua grade de programação – lê-se horários, programas, apresentadores. Claro, continua tudo a mesma porcaria, mas deve estar agradando ao público-alvo da rádio. Mas voltamos ao Gasômetro e seu novo horário.

E aí, o que você achou, Gastão? É melhor um programa de 4h ao invés de 2h? Inicialmente, parece que sim. Mas e o formato, também mudou por causa da pesquisa? Porque agora o Gasômetro está com algumas frescuras à la MTV, coisa que a Atlântida descaradamente adora fazer. Bom, pode ser pra encher lingüiça, pois agora o programa dura o dobro do tempo. E ficar direto tocando som, linearmente, e falando “bobagens” pode não ser muito atrativo durante 240 minutos. Mas parece que as mudanças do programa em si foram impostas. Era mudar ou mudar.

Nem acho que ficou ruim. Pelo contrário, continuo gostando. Mas achei mais levinho e um pouco mais sério, arrumadinho. Mas se formos levar em conta o horário, piorou. Domingo a noite é a hora da lombeira e o Gasômetro sempre serviu de combustível pra começar o sábado, não pra acompanhar a deprê do início da semana. Você não concorda?

Mas não adianta, a rede vive – e muito bem – da publicidade. E publicidade sem audiência não é nada. Por isso, vamos deixar o romantismo de lado. E ver pelo lado positivo: pelo menos o Gasômetro ainda existe. Agora, não sei por quanto tempo.


1 abraço. Juliano Tejada

terça-feira, agosto 22, 2006

Escolha certa

Conhecer Jorge Ben é um deleite para os amantes da música e quase uma obrigação para quem faz. Pra mim ele é como Beatles, Bob Dylan, Elvis, Chuck Berry...De O Rappa a Charlie Brown, de Reino Fungi a Marisa Monte, todo mundo dá a sua furungada na extensa obra do cara, sempre desenterrando algo precioso.

Agora quem ta tocando – e conseqüentemente vendendo - pra caramba com uma música do cara é o Black Eyed Peas, em parceria com o músico “das antiga” Sergio Mendes. A escolhida por eles foi simplesmente “Mas que nada”, originalmente lançada no álbum Samba Esquema Novo. Com essa música, até eu cantando venderia bem.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Gramado generoso

Neste sábado, acompanhei – pela TV – a entrega dos kikitos no Festival de Cinema de Gramado. O prêmio principal foi dividido entre 2 filmes, o documentário Serras da Desordem, de Andréa Tonacci e a ficção Anjos do Sol, de Rudi Lagemann. Ainda não os vi, mas pelo que falaram, as 2 obras são legais. Mas mesmo assim, dividir é algo estranho. Por melhor que sejam, um júri precisa decidir-se entre um ou outro.

Outra coisa que não caiu bem foi a organização da noite de entrega (o resto do festival infelizmente não posso falar). Bem fraquinha. Deslizes na apresentação e muito nome de patrocinador chamado ao palco para divulgar os vencedores. Claramente a ação não era aprovada pelo público. Ficava até chato: quando chamavam algum artista, aplauso, quando chamavam o presidente da “operadora tal”, silencio absoluto. Bem feito. Quem manda misturar dessa maneira capitalismo e arte?!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Colonização alemã, coisas de português

Cada cidade tem suas peculiaridades. Blumenau, lugar onde tenho morado (sim, porque a vida é muito grande pra morar sempre em um só lugar) com certeza tem as suas.

Uma delas é o nome das ruas. Existe aqui uma rua chamada Presidente Vargas. Eu trabalho na Rua Getúlio Vargas, outra via completamente diferente, por incrível que pareça. Outra: conhece aquele ativista político, o Martin Luther King. Pois é, aqui tem a rua Martin Luther. Deve ser o mesmo, né?!

Mais uma das ruas blumenauenses: a São Paulo está presente em mais de um lugar da cidade. Mas neste caso, é a mesma rua. Só que ela simplesmente acaba e recomeça em outro ponto.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Daniel cantando Beatles?!?!

No palco um imitador que fala um “espaniol” mui engraçado. Ele se passa por argentino, fala um monte de merda – no bom sentido – e faz a galera se debulhar de rir. Você sabe o que isso tem a ver com o show The Beatles Songs?

Tudo. Agora, não vem me perguntar por que puseram aquele cara ali, no meio do espetáculo.


Mas bem, falando agora do show e de música, o Beatles Songs é um espetáculo interpretado por uma banda que toca – Bealtes, é claro - acompanhada de um quarteto de cordas da Filarmônica de São Paulo. Ah, tem um piano também.


Bom, o show foi legal. Clássicos de Please Please Me a Let it Be, ou seja, abrangendo todas as fases da maior banda de rock and roll de todos os tempos. Posso até dizer que me emocionei com In my life e Eleonor Rigby. Mas faltou muita coisa boa, algo que pode parecer inevitável em se tratando de uma carreira como a dos Bealtes. Mas neste caso foi pior.

Mas tudo bem, isso não foi o grande problema. O que xaropeou mesmo foi um dos 3 vocalistas, que tinha a cara, o estilo e a voz do Daniel ou qualquer outro cantor sertanejo que seja daquela linha gordo metido a fortinho e a galã. O batera também exagerou. Deve achar que o Ringo tocava mal.

Mas no final valeu a pena, é sempre bom ouvir Beatles sendo tocado ao vivo. E, como me disse uma vez um amigo: cara, tocar Don’t Let Me Down no baixo é foda. O carinha do show tocou de maneira perfeita.


Ah, e o tal imitador, mesmo parecendo não ter nada a ver com um show desse estilo, fez uma intervenção muito interessante (além das bobagens que ele falava entre as músicas). Em Yesterday, ele colocou um bagulho gigante na frente do palco. Ao girar a manivela, a letra passava impressa em folhas, estilo esses painéis de aeroporto. Fez todo mundo cantar, claro.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Chacorro morto

Infelizmente o meu candidato a presidente já nasceu morto. Apesar de achar ele meio chato e sem nenhum poder de convencimento, se eu tivesse transferido meu título, votaria no Cristóvão Buarque. Me parece um cara sério, sempre gostei dele. E tem a coragem de colocar como prioridade em seu governo algo que não dá voto: a educação.

Pois o cara acabou de dar aquela entrevista diária com os presidenciáveis no Jornal Nacional (conhecem o JN? Aquele que faz a caravana Brasil.). E não é que, para a minha surpresa, o casal 20 Bonner/Bernardes chutou o cara como se ele oferecesse algum perigo ao candidato da Globo – que nessas alturas eu já nem sei mais quem é. Ficaram batendo na mesma tecla de ele ter perdido uma eleição e ter sido demitido do Ministério da Educação, como se fossem burros ou desinformados e não soubessem de todo o contexto das histórias. Perderam de perguntar coisas importantes, prejudicando os telespectadores e, consequentemente, o candidato.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Por que os Chili Peppers não terminam?

Novamente os membros do RHCP anunciam o álbum de suas vidas, o duplo Stadium Arcadium. Isso já aconteceu antes. E, como os anteriores (Californication e By the Way), bastou eu ouvir umas 4 ou 5 músicas pra não gostar. E eu fui um grande fã da banda. Mother’s Milk e Blood Sugar Sex Magik moraram no meu tape deck (é, ali por 92, 93 eu curtia a maioria dos meus sons no K7!) por muito tempo. Ouvi bastante também o The Uplift Mofo Party Plan, meio atrasado, nessa mesma época.

Mas o que tem vindo desde Californication é muito normal, meloso e, consequentemente, chato. E, como a cada lançamento eles anunciam uma nova obra-prima, significa que eles não tem nem mais noção do que é legal e o que não é. Deviam parar pra não manchar ainda mais a brilhante carreira.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Desesperansa - Um título para quem não tem cedilha no teclado.

É, a coisa vai ser barra esse finde pra quem não possui tevê a cabo. Afinal, neste sábado tem Crianca Esperanca. Sei lá quantas horas dura o negócio, mas parece algo interminável. A proposta do evento até que é louvável, mas também não é algo assim surpreendente. Fazer o que a TV Globo faz é o mínimo que se espera de um veículo de comunicacão do porte da Marinho’s Television.

Mas o evento em si é horrível, uma falta de respeito com a arte da música. Um monte de artista palha, uns até legais queimando o filme e o Didi ali né... Pior mesmo só o Dedé fazendo aquele programa no STB. Então...tá louco, quando crianca, sofri muito tendo somente o Crianca Esperanca pra ver na telinha.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Zumbi de Recife

Como diria Jorge Ben: quando Zumbi chega, é Zumbi quem manda.

No final de 1996 tive a grande satisfação de ver Chico Science (com a Nação Zumbi, claro), ainda quando morava em Pelotas. O meu hábito de não esperar uma segunda vez e sempre que dá, ir aos escassos shows que acontecem nas cidades em que morei e moro foi crucial, afinal Chico morreu 4 meses depois.

Eu gostava muito da banda e era um grande fã de Science. Pra ter uma idéia, fui conhecer coisas clássicas da música muito por causa do que ele ouvia. Mal Conhecia Jorge Ben, mas se o cara era uma das maiores influências deles, devia ser muito bom. Há anos, ouço JB sem parar. E assim, quando ele morreu, me tornei uma viúva do cara e parei de ouvir CSNZ que acabou, óbvio, se tornando somente Nação Zumbi.


Pois bem...há uns 2 anos ouvi alguma coisa meio por cima do disco Nação Zumbi (2002). Achei violento e belo ao mesmo tempo, mas realmente não me dediquei como devia à obra. Neste ano fui ao Campari Rock e, pela segunda vez e depois de 10 anos, vi a Nação ao vivo. Palhaçada o show!!! Rock, maracatu, poesia, psicodelia, guitarradas, peso...muita emoção. Com essa nova experiência, resolvi voltar com tudo, degustando com tranqüilidade “Nação...” e também o último, “Futura”. Com as novas e constantes audições, não tenho medo de dizer que a NZ é o que tem de melhor – ainda – na cena brasileira.

segunda-feira, julho 31, 2006

Vai entender

Algumas coisas nos estabelecimentos comerciais me deixam realmente intrigado. Uma delas é o caixa especial para poucas compras, que existe nos supermercados. Por que privilegiar quem gasta pouco? Deveria existir sim um caixa para quem tem o carrinho cheio e vai deixar pro supermercadista uns 200 contos no mínimo.

Outra coisa que fico questionando é a coisa do cigarro nos restaurantes. Sempre o melhor lugar do ambiente é pro chato do fumante. Ou seja, o mezanino, a sacada, as belas vistas ficam reservadas aos amantes da nicotina e a gente, meros apreciadores da comida e da bebida, tem que se confortar com o fundo, com a “cozinha” da casa.

sábado, julho 29, 2006

Curupira, um lugar do caralho

O Reino Fungi finalizou o show de ontem com uma cover de Lugar do Caralho, do Júpiter Macã (o meu teclado não tem cedilha), numa clara alusão ao local do show, o Curupira Rock Club, em Guaramirim/SC. Na mesma noite tocaram Al Diaz (Jaraguá) e Relespública, de Curitiba.

Acho impressionante o lugar. Não tenho idéia do tamanho da cidade, mas ela é muito pequena. E, nem por isso, uns caras de lá se encolheram e, apaixonados por rock and roll, mandaram bala numa casa de shows que beira o clássico. O CRC já tem mais de 10 anos e trouxe bandas de diversos países, além de pérolas alternativas do rock tupiniquim. Eu, que vivo aqui há 4 anos, depois que descobri o local, volto sempre que posso. E o que faco (nao esquecam, nao tenho cedilha no teclado) é o mesmo que diversas outras pessoas fazem. Vão de Joinville, Blumenau, Jaraguá e outras cidades próximas curtir música de alta qualidade feita – infelizmente – para poucos. Só que esses poucos, pelo jeito de ser e encarar as coisas, valem por muitos. Viva o Curupira!!!

sexta-feira, julho 28, 2006

Apart


Estou trabalhando em Blumenau e, pra não bagunçar toda a minha vida, resolvi vir e, inicialmente, ficar em um apart hotel. Um pouquinho mais caro, muito mais prático.

Depois de conhecer uns 3 locais, optei por um bem localizado, apesar de mais modesto do que os outros. Tem TV a cabo e microondas, garagem...mas o que pesou mesmo na escolha foi ter internet e, melhor ainda, wireless. Com isso fico tranqüilo no quarto acessando a web. Muito bom. Mas, melhor ainda, foi o cartaz, fixado no elevador do prédio que informa a existência do acesso sem cabo. Um aportuguesado estilo mineiro de falar wireless.

terça-feira, julho 25, 2006

Poste candidato a alguma coisa? Denuncie.

Com a nova lei, os políticos só vão começar a fazer mal à população após a posse. É que aquela sujeirada imposta pela propaganda eleitoral nas ruas está proibida, deixando as cidades livres da terrível poluição visual das eleições anteriores.

sexta-feira, julho 21, 2006

O Dia

O Dia Mundial do Rock passou bem nos dias em que eu estava viajando e, por conseqüência lógica da preguiça on the road, não estava escrevendo. Que pena, afinal sou fã incondicional do estilo. Mas acompanhei as homenagens que pude, principalmente a da MTV, que rolou videoclipes o dia todo. Em Joinville (SC) teve celebração no Taberna Music Hall, mas eu não fiquei sabendo como foi. Pelas bandas que tocaram (Reino Fungi e Tarantinos), deve ter sido massa.

E, pra quem não sabe, o dia 13 de julho foi escolhido como O DIA somente em 1985. Foi neste ano que aconteceu o Live Aid, um festival de rock que angariou fundos para minimizar os efeitos da fome e da miséria na África.

Bem que o dia do estilo poderia ser 1º de agosto, data do primeiro show beneficente da história do rock - O Concerto para Bangladesh, em 1971, organizado pelo ex-bealte George Harrison.

quarta-feira, julho 19, 2006

Contrastes

Esses "gaps" (que termo mais ridículo...mas as vezes é bom ser ridículo) nas postagens não devem acontecer. É que estive viajando e ficou difícil publicar do hotel (na verdade tive preguiça mesmo). E, já que falei que estava viajando, entrego o destino: Foz do Iguaçú. Ou, pra ficar menos chique, Ciudad del Leste, Paraguai.

Tanto um lugar quanto o outro são legais. Temos a natureza maravilhosa de um lado e a maravilhosa tecnologia do outro. Uma cidade moderna, planejada e mais cuidada de um lado, o caos e a sujeira do outro. Um povo formado de brasileiros, turistas e descendentes de libaneses de um lado, os paraguaios e sua mistura indígena de outro.

segunda-feira, julho 10, 2006

Desculpe não saber

Quando ouvi “Mercy Mercy Me”, que o Strokes gravou com o Eddie Vedder (Pearl Jam) e o Josh Homme (Queens of the Stone Age), achei a música, além de legal, com um swing todo especial. Fui ao Google pra saber mais sobre a gravação e pra minha surpresa a música é do Marvin Gaye. Tudo explicado!!!

quarta-feira, julho 05, 2006

Incompreendido

O primeiro da série Truffaut – que passará aos domingos, no Telecine Cult - foi o filme “Os Incompreendidos”, marco zero da Nouvelle Vague, junto com “Acossado”, de Godard.

O roteiro é inspirado na vida do próprio do Truffaut, ou seja, ele fala pra todo mundo que a mãe era uma “perversa” (que em gauchês significa puta mesmo), o pai um trouxa e ele um revoltado com os dois.

domingo, julho 02, 2006

François Truffaut

Começa hoje no Telecine Cult uma série com diversos filmes de Truffaut (todos os domingos, às 22h). O diretor francês foi também crítico de cinema na revista Cahiers du Cinema e um dos responsáveis pela Nouvelle Vague, movimento essencial do cinema surgido na França no final da década de 50.

Como seus filmes são escassos nas locadoras – em Joinville só encontrei Noite Americana (!!!), esta é uma boa oportunidade para ver parte da obra desse grande diretor.

quinta-feira, junho 29, 2006

Salve Jorge



Sou um grande fã do disco África Brasil, do Jorge Ben, uma mistura genial de samba-rock e poesia. Na verdade, sou um grande fã de Jorge Ben, da parcela que compreende o início da carreira, em 63, até o final dos anos 70, mas esse disco pra mim é o que mais traduz a grande genialidade do cara.

Pois esses dias vi uma cover do Soufly para a música “Ponta de lança africano (Umbabarauma)”, desse disco. Eu já sabia que o Max Cavalera curtia JB, mas nunca tinha ouvido essa versão. Na seqüência, tocou Litle Quail and the Mad Brids, executando a mesma música. O grande mestre merece.

Ouça também: Samba Esquema Novo e Solta o Pavão.

terça-feira, junho 27, 2006

A revanche da Globo

Já que copa é de 4 em 4 anos e eu tenho visto os jogos como nunca, aí vão algumas opiniões minhas sobre o contexto do evento:

- Lamentável o jogo entre Suíça e Ucrânia. Por falta de futebol, as duas seleções deviam voltar pra casa.


-Uma das piores coisas da copa é a cobertura da Globo. A Fátima Bernardes parece até mãe dos jogadores, uma chata cheia de caras e bocas. O Bial continua usando a inteligência dele para o “mal” com aquelas crônicas babacas. E as reportagens são entediantes, sempre com aquele formato locução em off/repórter fala em frente a câmera/depoimento de alguém/fechamento. Isso sem falar no Galvão!

- E, falando em Globo, a emissora vai encher o saco com reportagens sobre o jogo de sábado contra a França. Só to vendo: cenas do jogo de 98, imagens do Ronaldo mal, recordações de todos os que participaram da final...vai ter até gente chorando se bobear (basta entrevistar o Zagallo pra isso).

segunda-feira, junho 26, 2006

Cinema é informação

Hotel Ruanda surpreende mais pela história (baseada em fatos reais) do que pelo contexto da obra. O filme retrata a situação de um homem que, desesperado pelo estouro de uma guerra civil no país, começa a receber refugiados nas instalações do hotel em que é gerente.

Mas não que o filme não seja legal. Se não é uma obra-prima, consegue escapar de obviedades que o tornariam chato. E, pra completar, faz com que tenhamos um pouco de noção do que aconteceu àquela época em Ruanda, onde em 3 meses de conflito, 1 milhão de pessoas foram assassinadas, fruto da batalha entre hutus e tutsis (esses, os exterminados). Ou seja, se não tomamos conhecimento da história por meio da imprensa, cá está o cinema nos mostrando a realidade.

sábado, junho 24, 2006

Destino Certo


Sempre tem um clássico do cinema que não vimos. Pode procurar, isso é incrível: volta e meia a gente se dá por conta de que não viu um filme essencial. No meu caso, essa semana, o escolhido foi Easy Rider (Sem Destino). Passei os olhos pela prateleira e me deparei com a caixa: é hoje.

Gostei muito, demais. Escrito e estrelado por Peter Fonda e Dennis Hoper, que foi também o diretor, a película é um delírio. Uma trilha rock alucinante, uma fotografia show – coisa essencial prum road movie legal, uma boa direção, uma montagem moderna e um roteiro pra destruir contam a história de 2 amigos que atravessam as estradas do sul dos EUA. Se não viu, veja.

Os homens que sempre estão lá

Os irmãos Coen sempre surpreendem. Seus roteiros são incríveis e eles conseguem criar personagens de uma complexidade inimaginável. É o caso do barbeiro de “The man who wans´t there” (O homem que não estava lá, de 2001), um cara que parece não estar nem vivendo, de tão insignificante.

Mas não vá pensar que isso é um defeito. Numa ótima atuação de Billy Bob Thornton, o filme é carregado de uma aura noir, tanto por ser em P&B como também pela condução do roteiro. E não é só o final que é surpreendente, pois as reviravoltas acontecem a toda hora.

Pós-fanatismo

É uma delícia o Tim Maia pós "fase Universo em Desencanto". O disco homônimo, também conhecido como Tim Maia 1977, é tão bom ou melhor que os Racional I e II. Tem música instrumental, refrão que repete por minutos embasado num groove chapado, tem letra cabeça, tem amor...tem Tim Maia em grande forma. Este disco foi relançado pela Som Livre na coleção "Som Livre Masters" e tem ali na Livraria Curitiba (Joinville) por R$30,00.

É o canal

Pra quem gosta de curta-metragem, o Canal Brasil (65) é uma baita pedida. Os filmes de até 15 minutos (alguns festivais aceitam filmes de 25 minutos ou mais...) estão presentes diariamente na grade de programação.

Tem coisa boa pra ver tanto em produções mais lapidadas quanto em gravações formato Mini DV. Alguns filmes pecam em detalhes ditos importantes, mas mesmo nestes casos podemos encontrar roteiros muito interessantes. Destaco "Eletrodoméstica", de Kleber Mendonça Filho.