No palco um imitador que fala um “espaniol” mui engraçado. Ele se passa por argentino, fala um monte de merda – no bom sentido – e faz a galera se debulhar de rir. Você sabe o que isso tem a ver com o show The Beatles Songs?
Tudo. Agora, não vem me perguntar por que puseram aquele cara ali, no meio do espetáculo.
Mas bem, falando agora do show e de música, o Beatles Songs é um espetáculo interpretado por uma banda que toca – Bealtes, é claro - acompanhada de um quarteto de cordas da Filarmônica de São Paulo. Ah, tem um piano também.
Bom, o show foi legal. Clássicos de Please Please Me a Let it Be, ou seja, abrangendo todas as fases da maior banda de rock and roll de todos os tempos. Posso até dizer que me emocionei com In my life e Eleonor Rigby. Mas faltou muita coisa boa, algo que pode parecer inevitável em se tratando de uma carreira como a dos Bealtes. Mas neste caso foi pior.
Mas tudo bem, isso não foi o grande problema. O que xaropeou mesmo foi um dos 3 vocalistas, que tinha a cara, o estilo e a voz do Daniel ou qualquer outro cantor sertanejo que seja daquela linha gordo metido a fortinho e a galã. O batera também exagerou. Deve achar que o Ringo tocava mal.
Mas no final valeu a pena, é sempre bom ouvir Beatles sendo tocado ao vivo. E, como me disse uma vez um amigo: cara, tocar Don’t Let Me Down no baixo é foda. O carinha do show tocou de maneira perfeita.
Ah, e o tal imitador, mesmo parecendo não ter nada a ver com um show desse estilo, fez uma intervenção muito interessante (além das bobagens que ele falava entre as músicas). Em Yesterday, ele colocou um bagulho gigante na frente do palco. Ao girar a manivela, a letra passava impressa em folhas, estilo esses painéis de aeroporto. Fez todo mundo cantar, claro.
sexta-feira, agosto 11, 2006
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