Como diria Jorge Ben: quando Zumbi chega, é Zumbi quem manda.
No final de 1996 tive a grande satisfação de ver Chico Science (com a Nação Zumbi, claro), ainda quando morava em Pelotas. O meu hábito de não esperar uma segunda vez e sempre que dá, ir aos escassos shows que acontecem nas cidades em que morei e moro foi crucial, afinal Chico morreu 4 meses depois.
Eu gostava muito da banda e era um grande fã de Science. Pra ter uma idéia, fui conhecer coisas clássicas da música muito por causa do que ele ouvia. Mal Conhecia Jorge Ben, mas se o cara era uma das maiores influências deles, devia ser muito bom. Há anos, ouço JB sem parar. E assim, quando ele morreu, me tornei uma viúva do cara e parei de ouvir CSNZ que acabou, óbvio, se tornando somente Nação Zumbi.
Pois bem...há uns 2 anos ouvi alguma coisa meio por cima do disco Nação Zumbi (2002). Achei violento e belo ao mesmo tempo, mas realmente não me dediquei como devia à obra. Neste ano fui ao Campari Rock e, pela segunda vez e depois de 10 anos, vi a Nação ao vivo. Palhaçada o show!!! Rock, maracatu, poesia, psicodelia, guitarradas, peso...muita emoção. Com essa nova experiência, resolvi voltar com tudo, degustando com tranqüilidade “Nação...” e também o último, “Futura”. Com as novas e constantes audições, não tenho medo de dizer que a NZ é o que tem de melhor – ainda – na cena brasileira.
quinta-feira, agosto 03, 2006
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