segunda-feira, fevereiro 26, 2007
E o Oscar vai para...
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deu tantos prêmios para filmes ridículos como Titanic que agora foi obrigada a premiar Martin Scorsese. Sim, porque daqui a pouco o velho morre e se vai sem levar a estatueta que muito projeto de diretor já ganhou. Não que Os Infiltrados seja ruim, pelo contrário. Mas que o prêmio de melhor filme e melhor diretor foi forçado, ah isso foi.
Os gênios são uns babacas

Nem terminei de ler e já recomendo o livro Heavier than Heaven (Mais pesado que o céu), a biografia de Kurt Cobain, líder do Nirvana, feita pelo jornalista Charles R. Cross.
O autor pesquisou durante 4 anos, o que resultou numa obra profunda. Tem fã que idolatra tanto o ídolo que não gosta do livro. Mas não adianta, Kurt foi um gênio do rock and roll e era “o cabeça” de uma das bandas mais legais das últimas décadas, mas isso não faz dele um cara gente boa, preocupado com a família, com o mundo e com as pessoas em sua volta. A maior parte do tempo ele era um otário mesmo, o que não diminui a sua importância pra música.
O autor pesquisou durante 4 anos, o que resultou numa obra profunda. Tem fã que idolatra tanto o ídolo que não gosta do livro. Mas não adianta, Kurt foi um gênio do rock and roll e era “o cabeça” de uma das bandas mais legais das últimas décadas, mas isso não faz dele um cara gente boa, preocupado com a família, com o mundo e com as pessoas em sua volta. A maior parte do tempo ele era um otário mesmo, o que não diminui a sua importância pra música.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Mais do mesmo
Até me considero um fã de Iñárritu, apesar de sua breve carreira cinematográfica. Mas realmente estava cabreiro com seu novo filme, Babel. Por isso fui preparado.
O que aconteceu foi que realmente o filme não me surpreendeu. Mais do mesmo. Em outra arte, a música, isso geralmente é um problema. Cobra-se evolução, novos caminhos. No cinema não vejo tanto isso. Mas em Babel notei que a crítica torceu o nariz para as mesmas saídas de narrativa não linear, histórias que interferem uma na outra e alto grau de sofrimento pelos quais passam seus personagens.
Realmente cansou. Mas mesmo assim, o filme tem os seus fortes, sendo muito bem fotografado e com histórias interessantes (uma se passa no Marrocos, outra na fronteira EUA/México e a outra no Japão), principalmente a da menina muda que vive em Tóquio.
Quer dizer, vale a pena. Mas também não vá achando que vai sair embasbacado da sala.
O que aconteceu foi que realmente o filme não me surpreendeu. Mais do mesmo. Em outra arte, a música, isso geralmente é um problema. Cobra-se evolução, novos caminhos. No cinema não vejo tanto isso. Mas em Babel notei que a crítica torceu o nariz para as mesmas saídas de narrativa não linear, histórias que interferem uma na outra e alto grau de sofrimento pelos quais passam seus personagens.
Realmente cansou. Mas mesmo assim, o filme tem os seus fortes, sendo muito bem fotografado e com histórias interessantes (uma se passa no Marrocos, outra na fronteira EUA/México e a outra no Japão), principalmente a da menina muda que vive em Tóquio.
Quer dizer, vale a pena. Mas também não vá achando que vai sair embasbacado da sala.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Sobre o motivo do filme
O motivo central do filme A Conquista da Honra (de Clint Eastwood), é a foto dos soldados americanos hasteando a bandeira do seu país no alto de um morro, na ilha de Iwo Jima. A partir deste fato, transcorre toda a história. O clic deu ao fotógrafo Joel Rosenthal, da Associated Press, o Prêmio Pulitzer.
Mas o mais incrível não é nem a foto, mas imaginar a quantidade de fotógrafos registrando o combate. Quer dizer, em meio a milhares de soldados (eram perto de 50.000), centenas de fotógrafos acompanhavam aquele terror, registrando com suas lentes detalhes que o governo americano não gostaria nada de divulgar.
Abaixo, comentário sobre o filme. Fico agora no aguardo da estréia (em Blumenau) de Cartas de Iwo Jima, o outro filme de Clint Eastwood e que mostra o lado japonês da batalha.
Mas o mais incrível não é nem a foto, mas imaginar a quantidade de fotógrafos registrando o combate. Quer dizer, em meio a milhares de soldados (eram perto de 50.000), centenas de fotógrafos acompanhavam aquele terror, registrando com suas lentes detalhes que o governo americano não gostaria nada de divulgar.
Abaixo, comentário sobre o filme. Fico agora no aguardo da estréia (em Blumenau) de Cartas de Iwo Jima, o outro filme de Clint Eastwood e que mostra o lado japonês da batalha.
Sobre o diretor e o filme
Essa semana fui ver A Conquista da Honra. E aconteceu o mesmo que tem ocorrido comigo nos últimos filmes que vejo dirigidos por Clint Eastwood: fico impressionado como um cara consegue a cada ano ficar melhor. Pena que ele já tenha 76 anos (ou seria 78?), porque se tivesse uns 65, imagina o que não viria por aí.
Sou suspeito de falar de filmes de guerra, pois adoro o gênero. E até porque realmente tivemos grandes clássicos neste segmento. E “A Conquista...” está no nível dos melhores. A locação é perfeita, até porque é a própria ilha onde aconteceu o fatídico combate em 1945, que vitimou 6.821 marines e 22 mil soldados japoneses. A seqüência do desembarque – assim como a de Em Busca do Soldado Ryan – é perfeita e tem uns 10 minutos. A postura do roteiro, valorizando a honra do ser humano diante do terror (em todos os sentidos) de uma guerra é também bastante interessante. A direção é primorosa e se utiliza de um estilo de preto e branco colorido (sic) para retratar as cenas de combate. E a seqüência de fotos no final, além de ser impressionante, mostra o quanto a produção não exagerou ao reproduzir a chegada dos navios e aviões à ilha bem como o próprio desembarque.
Sou suspeito de falar de filmes de guerra, pois adoro o gênero. E até porque realmente tivemos grandes clássicos neste segmento. E “A Conquista...” está no nível dos melhores. A locação é perfeita, até porque é a própria ilha onde aconteceu o fatídico combate em 1945, que vitimou 6.821 marines e 22 mil soldados japoneses. A seqüência do desembarque – assim como a de Em Busca do Soldado Ryan – é perfeita e tem uns 10 minutos. A postura do roteiro, valorizando a honra do ser humano diante do terror (em todos os sentidos) de uma guerra é também bastante interessante. A direção é primorosa e se utiliza de um estilo de preto e branco colorido (sic) para retratar as cenas de combate. E a seqüência de fotos no final, além de ser impressionante, mostra o quanto a produção não exagerou ao reproduzir a chegada dos navios e aviões à ilha bem como o próprio desembarque.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Que saudade da Laura Palmer
Primeiro que meus horários não permitem marcar compromissos, mesmo que semanais, em frente a TV. Quer dizer, em uma segunda a noite posso estar livre, na outra não. Segundo porque seriados televisivos nunca foram a minha praia. Estou falando isso porque, de tanta falação, estou tentando ver alguns. Comecei pelos mais famosos e que possuem legiões de fãs pelo mundo todo.
Aos pedaços, vi a temporada passada da Família Soprano, na HBO e curti bastante, apesar de não saber muita coisa sobre os personagens, visto que a série existe há anos. O mesmo aconteceu com a famosa Lost. Sem entender muito algumas coisas, andei vendo uns capítulos da temporada passada na Globo e outros da atual na AXN. Não gostei. Enrola que nem novela, apesar de a direção ser até interessante. Outra que vi esses tempos é a tal de Grey´s Anatomy. Posso ter dado azar, mas o episódio que vi foi muito chato. Ou claro - como é uma história contada durante 1 semestre inteiro (ou mais ou menos, não sei), um único dia é quase nada. Definitivamente, não sirvo pra ver este tipo de coisa. Mas uma coisa é bom frisar: sou até hoje um grande fã de Twin Peaks.
Aos pedaços, vi a temporada passada da Família Soprano, na HBO e curti bastante, apesar de não saber muita coisa sobre os personagens, visto que a série existe há anos. O mesmo aconteceu com a famosa Lost. Sem entender muito algumas coisas, andei vendo uns capítulos da temporada passada na Globo e outros da atual na AXN. Não gostei. Enrola que nem novela, apesar de a direção ser até interessante. Outra que vi esses tempos é a tal de Grey´s Anatomy. Posso ter dado azar, mas o episódio que vi foi muito chato. Ou claro - como é uma história contada durante 1 semestre inteiro (ou mais ou menos, não sei), um único dia é quase nada. Definitivamente, não sirvo pra ver este tipo de coisa. Mas uma coisa é bom frisar: sou até hoje um grande fã de Twin Peaks.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
E o pai de todos é o Robert Plant
Difícil uma banda (ou seria somente um cara?!) com tão pouco tempo de carreira criar discípulos. Eu to falando do The White Stripes, ou mais precisamente do compositor, vocalista e guitarrista – na verdade o cara é até meio maestro, pois toca bem um monte de instrumentos – Jack White (também do Raconteurs!). Primeiro foi o Wolfmother, cuja semelhança era disfarçada por outras influências claras, como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.
Já o Cold War Kids é bem mais descarado. Desde o vocal, passando pelo timbre e estilo dos solos de guitarra, nota-se claramente que a banda de Detroit foi a grande influência da rapaziada. Mas, mesmo longe da ousadia do White Stripes, a proposta do CWK é interessante e o disco de estréia é bem legal.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
PÉ NA ESTRADA
Walter Salles tem uma bucha na mão: transpor para as telas um clássico da literatura mundial, o beatnik “On The Road”, escrito em 1951, por Jack Kerouac. Digo isso porque adaptações da literatura já são problemáticas, tanto que sempre que se conversa com alguém que leu um livro e depois viu o filme o que mais se ouve é que a obra cinematográfica é inferior. Imagina em se tratando de um marco literário que influenciou gente como Bob Dylan, John Lennon, Jim Morisson e provavelmente Francis Ford Coppola, que detém os direitos do livro do falecido Kerouac. Muita sorte ao brasileiro, que pretende acabar o filme em 2009.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
SOMOS TODOS UNS ANIMAIS
Enquanto em nosso mundo real e atual a preocupação é com o efeito estufa e suas nefastas conseqüências, no filme Filhos da Esperança (Children of Men) o problema é outro: há 18 anos não nasce uma criança no planeta.
Isso mostra a criatividade da história, que teve roteiro e direção assinados por Alfonso Cuarón. Inclusive, até pelo seu estilo de filmar, muitas vezes com a câmera no ombro e também fazendo seqüências impressionantes, acho que ele acertou mais na segunda tarefa do que na primeira, pois alguns aspectos ficaram meio mal contados. Pelo menos para mim.
Mas claro, nada que tire o brilho da obra, que é visualmente impressionante e repleta de referências que me deixaram de boca aberta. Como destaque, a obra-prima Guernica (que simboliza os horrores da guerra), de Picasso, de fundo em uma sala de reunião de uma megamansão nada desconhecida: ela seria a fábrica da capa do disco Animals, do Pink Floyd. Com direito ao balão em forma de porco no céu. Realmente somos uns animais!
Isso mostra a criatividade da história, que teve roteiro e direção assinados por Alfonso Cuarón. Inclusive, até pelo seu estilo de filmar, muitas vezes com a câmera no ombro e também fazendo seqüências impressionantes, acho que ele acertou mais na segunda tarefa do que na primeira, pois alguns aspectos ficaram meio mal contados. Pelo menos para mim.
Mas claro, nada que tire o brilho da obra, que é visualmente impressionante e repleta de referências que me deixaram de boca aberta. Como destaque, a obra-prima Guernica (que simboliza os horrores da guerra), de Picasso, de fundo em uma sala de reunião de uma megamansão nada desconhecida: ela seria a fábrica da capa do disco Animals, do Pink Floyd. Com direito ao balão em forma de porco no céu. Realmente somos uns animais!
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