A mulherada do The Long Blondes vem da cidade do Artic Monkeys, Sheffield (Inglaterra). Apesar de estarem em todas e terem um som bem legal, ficam atrás da gurizada do AM.
O novo projeto de Damon Albarn, The Good, The Bad and The Queen, conta com o baixista do Clash (Paul Simonon), o guitarrista do Verve (Simon Tong) e um batera clássico da África chamado Tony Allen. Como resultado um som estranho, meio jazz, meio experimentações psicodélicadas sessentistas. Difícil no começo, mas muito bom.
In Utero, terceiro do Nirvana. Voltei a ouvir, agora depois de ter lido a biografia de Cobain. O disco parece que ficou melhor.
Steppenwolf, primeiro disco da banda de mesmo nome. Contém muito mais do que a clássica Born to be Wild. Atenção para a ótima The Pusher, que foi gravada no meio dos anos 90 pelo Blind Melon.
sexta-feira, março 30, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Acertou na receita
Na salada que é o primeiro disco solo de Albert Hammond Jr, guitarrista do Strokes, intitulado Yours To Keep, destacam-se claramente alguns ingredientes: uma pitada de The Who, um pouco de Flaming Lips e uma boa dose de Beach Boys fase Pet Sounds. Como resultado, claro, um bom disco.
sexta-feira, março 23, 2007
Difícil de acreditar
Estou terminando o livro Mais Pesado que o Céu, biografia de Curt Kobain, líder do Nirvana (já falei dele lá embaixo). Devo terminar este final de semana e digo que até agora gostei bastante. Mas uma coisa me intriga e eu gostaria de saber a opinião de quem leu: alguém acredita que a Courtney Love retratada no livro é a real?
Cartas
Gostou de A Conquista da Honra, de Clint Eastwood, que mostra o lado americano da invasão à ilha de Iwo Jima? Então veja Cartas de Iwo Jima, o lado japonês da história, do mesmo diretor. Este é ainda mais profundo e intrigante.
Os tempos mudaram

Em tempos de internet, dá pra comentar sobre discos que nem foram lançados ainda, mesmo sem ter o poder de ver o futuro. Neste caso, estou falando do 3º disco do Kings of Leon, Becouse of the Times, que tem previsão de lançamento só para abril.
Em seus dois primeiros discos e, especialmente no primeiro, o KoL destilou um road rock estimulante, com músicas alegres e pegajosas (entendam isso como muito boas). A coisa mudou neste último. Não sei se são as drogas que eles estão tomando ou o motivo é outro, mas a coisa aprofundou de vez (falei das drogas quase como uma alusão à história do rock and roll: várias grandes bandas, quando mudaram o seu som, tinham também trocado para drogas mais pesadas).
Em seus dois primeiros discos e, especialmente no primeiro, o KoL destilou um road rock estimulante, com músicas alegres e pegajosas (entendam isso como muito boas). A coisa mudou neste último. Não sei se são as drogas que eles estão tomando ou o motivo é outro, mas a coisa aprofundou de vez (falei das drogas quase como uma alusão à história do rock and roll: várias grandes bandas, quando mudaram o seu som, tinham também trocado para drogas mais pesadas).
Eu particularmente gosto bastante destas guinadas – a que o Supergrass deu no último disco, Road to Ruen é sensacional, mas achei que a do Kings of Leon não foi tão certeira assim. O disco até é legal e tem músicas ótimas (as 3 primeiras mesmo são muito boas), mas no geral deixa a desejar.
quarta-feira, março 21, 2007
A Rainha?
A Rainha é, em todos os sentidos, um belo filme. Boa fotografia, roteiro revelador e ótimas atuações (Helen Mirren ganhou o Oscar de melhor atriz no papel de Elisabeth II).
Apesar de mostrar a saia justa em que se mete a monarquia com a conturbada morte da Lady Di – para isso, o diretor se utiliza de diversas imagens reais da princesa, das pessoas chorando e de seu funeral - o roteiro tem como foco principal a vida solitária, fria e íntegra da rainha.
Mas parece que teve gente na sala que não foi tocado por isso. Ouvi muitas, mas muitas pessoas chorando com as imagens de arquivo de Daiana, enquanto que as horas mais comoventes de Elisabeth pareceram passar quase como pano de fundo na história. Pra essa turma, o filme devia se chamar A Princesa.
Muito interessante também é um diálogo no fim, em que a rainha, conversando com Tony Blair, diz que a vida realmente dá voltas, e quem hoje é chamado de herói – no filme o Primeiro Ministro é quem faz a monarquia rever suas decisões e por isso é tido pela opinião pública como uma pessoa aberta, coerente, especial – amanhã pode se tornar um vilão. Nada mais apropriado para Blair, que atualmente não anda muito bem na foto.
Apesar de mostrar a saia justa em que se mete a monarquia com a conturbada morte da Lady Di – para isso, o diretor se utiliza de diversas imagens reais da princesa, das pessoas chorando e de seu funeral - o roteiro tem como foco principal a vida solitária, fria e íntegra da rainha.
Mas parece que teve gente na sala que não foi tocado por isso. Ouvi muitas, mas muitas pessoas chorando com as imagens de arquivo de Daiana, enquanto que as horas mais comoventes de Elisabeth pareceram passar quase como pano de fundo na história. Pra essa turma, o filme devia se chamar A Princesa.
Muito interessante também é um diálogo no fim, em que a rainha, conversando com Tony Blair, diz que a vida realmente dá voltas, e quem hoje é chamado de herói – no filme o Primeiro Ministro é quem faz a monarquia rever suas decisões e por isso é tido pela opinião pública como uma pessoa aberta, coerente, especial – amanhã pode se tornar um vilão. Nada mais apropriado para Blair, que atualmente não anda muito bem na foto.
quinta-feira, março 15, 2007
Advêntiure
No trabalho, no computador, nos carros ou no restaurante, os estrangeirismos estão por toda a parte. Agora imagine o contrário. Por exemplo, um carro nos EUA ou na Europa chamado Honda Saudável ou Palio Final de semana.
E, com tanta palavra estrangeira em nossa vida tupiniquim, acontece o inevitável. As pessoas não sabem falar a pronúncia correta e aí é um festival de sons bizarros. E o mais engraçado é que nas próprias propagandas das marcas, a locução faz uma mistura estranha de português com inglês. Como no caso do filme da Palio Adventure. O locutor não quis nem aportuguesar, falando como se escreve, e nem pronunciar de maneira certa, o seja, “advêntiur”, algo por aí. Ele fala “advêntiure”. Já na Peugeot, pra não dar confusão, eles chamam a “escapeid” de “escapade” mesmo, tal qual a grafia. Melhor do que a mistura feita pela FIAT.
E, com tanta palavra estrangeira em nossa vida tupiniquim, acontece o inevitável. As pessoas não sabem falar a pronúncia correta e aí é um festival de sons bizarros. E o mais engraçado é que nas próprias propagandas das marcas, a locução faz uma mistura estranha de português com inglês. Como no caso do filme da Palio Adventure. O locutor não quis nem aportuguesar, falando como se escreve, e nem pronunciar de maneira certa, o seja, “advêntiur”, algo por aí. Ele fala “advêntiure”. Já na Peugeot, pra não dar confusão, eles chamam a “escapeid” de “escapade” mesmo, tal qual a grafia. Melhor do que a mistura feita pela FIAT.
terça-feira, março 13, 2007
CYHSY
A banda Clap your Hands Say Yeah é diferente até no nome. Porque convenhamos, o que tem de "The Isso", "The Aquilo" é piada. Mas a banda não fica só no nome diferente. O segundo disco, Some Loud Thunder, lançado no final de janeiro, segue a linha do primeiro: melodias estranhas e belas, instrumentos inusitados (para o rock and roll), vocal a lá Talking Heads e, o mais importante, mais um disco diferenciado.
E algo interessante em se tratando de CYHSY é que, apesar de eu gostar da banda, o experimentalismo de algumas faixas (ou parte delas) e o vocal as vezes me irritam. Quer dizer, ouça, ouça várias vezes, antes de você dizer que odiou. No final, você vai achar legal.
E algo interessante em se tratando de CYHSY é que, apesar de eu gostar da banda, o experimentalismo de algumas faixas (ou parte delas) e o vocal as vezes me irritam. Quer dizer, ouça, ouça várias vezes, antes de você dizer que odiou. No final, você vai achar legal.
sexta-feira, março 02, 2007
Con o quê?!
Não sei como brotam tantas bandas boas de países tão pequenos. Claro que sempre que falo isso, lembro da Inglaterra, pequena ilha e berço da maioria dos grandes grupos da história.
O pedacinho de terra da vez e a Suécia. Bandas legais surgem há toda hora lá. Ouça Convoj e você vai entender o que estou falando.
O pedacinho de terra da vez e a Suécia. Bandas legais surgem há toda hora lá. Ouça Convoj e você vai entender o que estou falando.
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