sexta-feira, junho 01, 2007

Parabéns, Sargento Pimenta


(Rafe da capa, feita por Peter Blake)
Sgt. Pepper´s Lonely Heart Club Band, dos Beatles, completa hoje 40 anos. O álbum que foi o ápice da revolução sonora começada com o disco Rubber Soul, de 1965, impressiona até hoje. As técnicas de estúdio mudaram os rumos da música pop. O estilo ópera rock ainda era inédito, apesar de que, por problemas de chapação, eles não tocaram o projeto até o fim e o álbum –diferente do que muitos pensam e dizem, não tem ligação de conteúdo entre uma música e outra (só as faixas, que são emendadas umas nas outras. O que também foi uma novidade).

Na caixa Anthology, George Martin, produtor de todos os discos (menos Let it Be) e por muitos considerado o sexto beatle, relata com emoção (lágrimas mesmo) as gravações de A Day in the Life, relembrando as dificuldades impostas pela idéia de John Lennon de colocar mais de 40 músicos no estúdio. A segunda parte da música, cantada por Paul, na verdade é outra canção. Considerada bobinha pra ficar isolada, encaixou direitinho na obra-prima que está localizada no final do disco.

O criador do Sargento Pimenta foi sim Paul Mccartney, que chegou com a idéia de fazer um disco com a tal banda fictícia.

Maca conta com muito orgulho até hoje que, um dia após o lançamento do disco, ninguém menos do que Jimi Hendrix já tocava a faixa título em seus shows.

Essa sim não tem comprovação: a música Fixing a Hole seria uma alusão ao pico de heroína. Difícil, porque nesta época não se tem notícia desta droga fazer parte do kit viagem dos Fab Four.

Mesmo sendo considerado a grande obra-prima dos Beatles pela imprensa especializada, SPLHCB não é unanimidade pelos beatlesmaníacos. Muitos acham Revolver, de 1966, ainda mais revolucionário e perfeito.

Muitos nem se dão conta que é a música dos Bealtes, de tão diferente que é a versão. Mas a segunda faixa do disco – With a Litle Help From My Friend - ficou realmente famosa na voz de Joe Cooker (acredito que um de seus maiores sucessos).

Sgt Pepper´s revolucionou não só a música. A capa e o encarte (com as letras) foram algo nunca feito antes na música.
Lucy In The Sky With Diamonds não é uma alusão ao LSD. Na época, a música foi até proibida de tocar no rádio por causa disso.

terça-feira, maio 29, 2007

Não ando muito a fim de escrever ultimamente. Nem é falta de tempo, é falta de vontade mesmo. Mas visto e ouvido coisas bacanas eu tenho. Então, aí vão uns toques.

Veja Caché. O filme, ganhador da Palma de Ouro de melhor direção ano passado, é incrível. Michael Haneke
faz um ensaio de sobre a culpa em um filme marcado por belas seqüências de câmeras paradas e situações emocionalmente fortes e recheadas de suspense. Preste atenção: o longa não possui trilha sonora.

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Christopher Nolan acertou de novo com O Grande Truque. Diretor de Insônia e Batman Begins, ele chamou novamente o ótimo Christian Bale e o resultado não poderia ser melhor. Destaque para o roteiro, que salva o filme de cair no óbvio (o filme é muito mais do que um longa sobre mágicos) e para a fotografia, além da atuação de Bale.

Novidades musicais

O novo do Arcade Fire, Neon Bible, é realmente muito bom. Requintado sim, chato não.

Destaco também dois lançamentos do Júpiter Maçã. Na real um é do Jupiter Apple, chamado Bitter e cantado em inglês. O outro, intitulado Uma Tarde na Fruteira, contém as já clássicas Síndrome de Pânico, Beatle George e A Marchinha Psicótica do Dr. Soup. Ambos, muito legais e mais acessíveis - musicalmente falando - que o segundo e terceiro do músico gaúcho.

Velharias inesquecíveis

Tenho ouvido muito Dinosaur Jr. O álbum Green Mind – lançado na época de Nevermind - mostra que Mascis foi um dos inspiradores do estilo Curt Cobain de cantar. E Bug, de 1988, mostra que a banda está claramente no DNA do Nirvana.


Uma banda que sempre achei legal e nunca fui um grande conhecedor é o The Cure. Tenho ouvido algumas coisas deles e destaco dois discos muito bons: The Top (1984) e Disintegration, de 1989.

quinta-feira, maio 17, 2007

Para um jogo ruim, uma transmissão igual

Como bom gremista, estou puto com a atuação desastrosa do time ontem, diante do fraco Defensor, do Uruguai. Mas como não estou aqui pra discutir futebol, pego o gancho da partida para comentar a transmissão do Sportv, que é simplesmente ridícula – pelo menos dos jogos transmitidos às 19h30.

A começar pelo narrador e comentarista. Não conhecem os times direito, deixam passar em branco boa parte das situações passíveis de comentários e quando comentam têm opiniões vazias. Mas o resto não é melhor não. Repórter de campo não existe. Tira-teima também não. Comentarista de arbitragem, nem pensar (se bem que se for para colocar o Marsíglia, melhor não colocar ninguém mesmo). Sem falar naquela vinheta de abertura amadora.

Quer dizer, além de ver um jogo lamentável, temos que agüentar a fraquíssima transmissão do Sportv. Pior mesmo só para os mais de 5.000 gremistas que foram a Montevidéo pra ver aquela pelada.

terça-feira, maio 15, 2007

Querida Wendy

Com roteiro de Lars VonTrier e dirigido por Thomas Vinterberg (veja, se achar, o ótimo Festa de Família), o filme Querida Wendy é muito chato. Sei que todo mundo fala bem, mas não adianta: uma vez tentei e parei no meio. Dessa vez vi inteiro no Telecine Cult, mas lá pelo meio já estava de saco cheio. Destaque para o raio x que mostra como a bala entra no corpo e para a trilha sonora.

Sinopse: Em uma pequena cidade vive o jovem pacifista Dick. Ainda assim, fica estranhamente fascinado quando encontra, por acaso, um revólver, que ele batiza de Wendy.

sexta-feira, maio 11, 2007

É esperar para ir e ver

Rolam boatos de que os Arctic Monkeys vêm ao Brasil para o TIM Festival, em outubro. Em se tratando do evento organizado pela operadora de celular, pode até ser verdade. Eles já trouxeram gente de peso como Beastie Boys, Strokes, Wilco e Kings of Leon.

quarta-feira, maio 09, 2007

KID A

Sempre que ouço Radiohead, lembro como Coldplay e bandas no estilo são realmente umas bostas. O grupo liderado por Tom Yorke, após fazer a obra-prima definitiva do rock n´roll dos anos 90 com o seu Ok Computer, resolveu com Kid A não ficar parado, dando uma guinada brusca em direção a músicas ainda mais experimentais e “difíceis”. O resultado assustou a muitos na época (2000), mas na verdade o 4º disco dos ingleses é, apesar de complexo, muito belo. Destaque para as músicas The National Anthem, Optmistic e How To Disappear Completely, esta considerada pelo próprio Yorke a melhor composição da banda.

terça-feira, maio 08, 2007

Divirta-se

Woody Allen voltou às antigas boas comédias com Scoop – O grande furo. Não que o filme seja tão legal quanto "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", "Zelig" e tantos outros das décadas de 70 e 80. Nem tem essa pretensão. O roteiro é superficial e somente conta uma historinha, nada mais. Mas esta historinha é muito bem amarrada com diálogos hilários típicos do diretor/ator/roteirista e um final bem interessante.

Novamente filmado em Londres (igual a Match Point, seu filme anterior) e de novo com Scarlett Johansson no papel de protagonista, Scoop mostra o quanto Woody Allen é capaz de fazer rir sem ser superficial.

sexta-feira, maio 04, 2007

O Cheiro do Ralo estréia hoje em Blumenau

Em Blumenau, enquanto algumas pessoas esperavam ansiosas pela estréia do filme O Cheiro do Ralo, pela qualidade tão comentada pela crítica, outros aguardam pelo simples fato de que uma das atrizes é da cidade. Garanto que se o filme fosse um lixo, todos estariam esperando da mesma forma.

Eu vou, e nem sei quem é essa guria.

quinta-feira, maio 03, 2007

Necessito sua atenção, por favor

A frase acima, em um español carregado de sotaque, é repetida na música I´m Designer, no novo disco do Queens of the Stone Age, Era Vulgaris. O que mostra que o QotSA não se atém somente às melodias na hora de gravar um disco. Neste mesmo, elas estão bem menos pegajosas o que pode dar a falsa impressão de uma obra menor.

O que eu não concordo. O disco é um passo a frente do que Josh Homme e seus comparsas estavam fazendo. Tem mais peso – tanto nos instrumentos quanto no vocal, mais percussão, mas também mais melancolia. É realmente um trabalho mais cru e bem menos “redondo” do que os dois anteriores. Mas um novo Songs for the Deaf ou Lullabies for Paralize não seria interessante a meu ver.

quinta-feira, abril 19, 2007

Fodam-se os tímpanos


Uma das coisas mais esperadas por este que escreve estas linhas, o novo do Arctic Monkeys, Favourite Worst Nightmare, já vazou na internet algumas semanas antes do lançamento oficial, marcado para esta segunda, 23.

O que eu posso dizer do novo trabalho? Apesar de ter ouvido 2 vezes em situações pouco recomendadas (como durante o trabalho), curti bastante. Me pareceu um pouco mais pesado (a faixa de trabalho, Brainstorm, é uma paulada!), mas também tem algumas coisas mais melancólicas do que em Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, o primeiro deles. Resumindo, não notei grandes evoluções ou novos caminhos. Mas a meu ver, isso também não era necessário. Ouça no talo!

terça-feira, abril 17, 2007

Atentado à inteligência

As explicações sobre o atentado em Virgínia são quase tão absurdas quanto o massacre em si. Na TV, o que mais vemos são especialistas dando motivos óbvios para tal fato: que o cara tem problemas psicológicos (ah, não brinca?!?!?!?), que ele deve ter passado por problemas sérios na infância, algo como abandono, rejeição...

Meu deus, essas coisas são obvias. O que deve ser analisado é por que essa forma de massacre é a escolhida. Porque nos EUA, delinqüentes entram em escolas e atiram em seus colegas? Porque eles não escolhem outros tipos de crime, como é o caso do Brasil? Ou um adolescente que rouba um carro e arrasta uma criança pelas ruas também não é uma pessoa problemática?

Veja os filmes Tiros em Columbine (documentário, de Michael Moore) e Elefante (Ficção, de Gus Van Sant), ambos inspirados na matança semelhante, ocorrida em abril 1999, numa escola do Colorado.

segunda-feira, abril 16, 2007

Boa sacada

Em um primeiro momento, Match Point nem parece ser de Woody Alen. Sem a leveza e ironia, sem a Nova Iorque de sempre e sem o próprio diretor contracenando, o filme até parece meio chato, de início.

Só de início. No desenrolar, a história vai se mostrando complexa e o roteiro muito bem amarrado. Inclusive aí está o grande barato do filme: uma sutileza (que o quanto mais o espectador entender dela, mais detalhes serão entendidos) no início faz o gancho com todo o final.

quinta-feira, abril 12, 2007

Boas da semana

Não vale a fiasqueira da crítica, mas o primeiro disco dos Klaxons é bem legal. O expoente do novo rótulo chamado new rave, tem um som dançante e pegajoso, sendo impossível não lembrar de Kassabian ao ouví-los. Pra deixar registrado: prefiro a segunda banda.

Finalmente o TV on the Radio começou a fazer música. Os discos anteriores eram experimentais demais para mim, mas este Return to the Cookie Moutain era o que eu esperava há tempos: a loucura dos caras adaptada a ouvidos normais. Show de bola!


Com o lançamento do “último” (após mais de 35 anos) disco dos Stooges, voltei ao passado e fui ouvir algo que realmente lembre a primeira banda de punk da história da música. To falando de Fun House, pra mim, o melhor disco deles. Se Weirdness é pesado mas não tem a personalidade da banda de Detroit, FH é original que chega a dar raiva. Obra-prima.

quarta-feira, abril 11, 2007

A Lula e a Baleia

Um roteiro interessante e com personagens trabalhados até as profundezas. Assim é o filme A Lula e a Baleia, que mostra uma pouco convencional família americana passando pelas agruras da separação. Ou seja, pai e mãe acabam seu relacionamento, mas o acontecimento faz sobrar estilhaços em seu dois filhos (pré e pós) adolescentes. A partir daí temos uma história psicológica forte, misturada com pitadas hilárias muito interessantes. Um ótimo filme, com certeza.

sexta-feira, março 30, 2007

O que mais rodou nos fones esta semana

A mulherada do The Long Blondes vem da cidade do Artic Monkeys, Sheffield (Inglaterra). Apesar de estarem em todas e terem um som bem legal, ficam atrás da gurizada do AM.

O novo projeto de Damon Albarn, The Good, The Bad and The Queen, conta com o baixista do Clash (Paul Simonon), o guitarrista do Verve (Simon Tong) e um batera clássico da África chamado Tony Allen. Como resultado um som estranho, meio jazz, meio experimentações psicodélicadas sessentistas. Difícil no começo, mas muito bom.

In Utero, terceiro do Nirvana. Voltei a ouvir, agora depois de ter lido a biografia de Cobain. O disco parece que ficou melhor.


Steppenwolf, primeiro disco da banda de mesmo nome. Contém muito mais do que a clássica Born to be Wild. Atenção para a ótima The Pusher, que foi gravada no meio dos anos 90 pelo Blind Melon.

segunda-feira, março 26, 2007

Acertou na receita

Na salada que é o primeiro disco solo de Albert Hammond Jr, guitarrista do Strokes, intitulado Yours To Keep, destacam-se claramente alguns ingredientes: uma pitada de The Who, um pouco de Flaming Lips e uma boa dose de Beach Boys fase Pet Sounds. Como resultado, claro, um bom disco.

sexta-feira, março 23, 2007

Difícil de acreditar

Estou terminando o livro Mais Pesado que o Céu, biografia de Curt Kobain, líder do Nirvana (já falei dele lá embaixo). Devo terminar este final de semana e digo que até agora gostei bastante. Mas uma coisa me intriga e eu gostaria de saber a opinião de quem leu: alguém acredita que a Courtney Love retratada no livro é a real?

Cartas

Gostou de A Conquista da Honra, de Clint Eastwood, que mostra o lado americano da invasão à ilha de Iwo Jima? Então veja Cartas de Iwo Jima, o lado japonês da história, do mesmo diretor. Este é ainda mais profundo e intrigante.

Os tempos mudaram


Em tempos de internet, dá pra comentar sobre discos que nem foram lançados ainda, mesmo sem ter o poder de ver o futuro. Neste caso, estou falando do 3º disco do Kings of Leon, Becouse of the Times, que tem previsão de lançamento só para abril.

Em seus dois primeiros discos e, especialmente no primeiro, o KoL destilou um road rock estimulante, com músicas alegres e pegajosas (entendam isso como muito boas). A coisa mudou neste último. Não sei se são as drogas que eles estão tomando ou o motivo é outro, mas a coisa aprofundou de vez (falei das drogas quase como uma alusão à história do rock and roll: várias grandes bandas, quando mudaram o seu som, tinham também trocado para drogas mais pesadas).
Eu particularmente gosto bastante destas guinadas – a que o Supergrass deu no último disco, Road to Ruen é sensacional, mas achei que a do Kings of Leon não foi tão certeira assim. O disco até é legal e tem músicas ótimas (as 3 primeiras mesmo são muito boas), mas no geral deixa a desejar.

quarta-feira, março 21, 2007

A Rainha?

A Rainha é, em todos os sentidos, um belo filme. Boa fotografia, roteiro revelador e ótimas atuações (Helen Mirren ganhou o Oscar de melhor atriz no papel de Elisabeth II).

Apesar de mostrar a saia justa em que se mete a monarquia com a conturbada morte da Lady Di – para isso, o diretor se utiliza de diversas imagens reais da princesa, das pessoas chorando e de seu funeral - o roteiro tem como foco principal a vida solitária, fria e íntegra da rainha.

Mas parece que teve gente na sala que não foi tocado por isso. Ouvi muitas, mas muitas pessoas chorando com as imagens de arquivo de Daiana, enquanto que as horas mais comoventes de Elisabeth pareceram passar quase como pano de fundo na história. Pra essa turma, o filme devia se chamar A Princesa.

Muito interessante também é um diálogo no fim, em que a rainha, conversando com Tony Blair, diz que a vida realmente dá voltas, e quem hoje é chamado de herói – no filme o Primeiro Ministro é quem faz a monarquia rever suas decisões e por isso é tido pela opinião pública como uma pessoa aberta, coerente, especial – amanhã pode se tornar um vilão. Nada mais apropriado para Blair, que atualmente não anda muito bem na foto.

quinta-feira, março 15, 2007

Advêntiure

No trabalho, no computador, nos carros ou no restaurante, os estrangeirismos estão por toda a parte. Agora imagine o contrário. Por exemplo, um carro nos EUA ou na Europa chamado Honda Saudável ou Palio Final de semana.

E, com tanta palavra estrangeira em nossa vida tupiniquim, acontece o inevitável. As pessoas não sabem falar a pronúncia correta e aí é um festival de sons bizarros. E o mais engraçado é que nas próprias propagandas das marcas, a locução faz uma mistura estranha de português com inglês. Como no caso do filme da Palio Adventure. O locutor não quis nem aportuguesar, falando como se escreve, e nem pronunciar de maneira certa, o seja, “advêntiur”, algo por aí. Ele fala “advêntiure”. Já na Peugeot, pra não dar confusão, eles chamam a “escapeid” de “escapade” mesmo, tal qual a grafia. Melhor do que a mistura feita pela FIAT.

terça-feira, março 13, 2007

CYHSY

A banda Clap your Hands Say Yeah é diferente até no nome. Porque convenhamos, o que tem de "The Isso", "The Aquilo" é piada. Mas a banda não fica só no nome diferente. O segundo disco, Some Loud Thunder, lançado no final de janeiro, segue a linha do primeiro: melodias estranhas e belas, instrumentos inusitados (para o rock and roll), vocal a lá Talking Heads e, o mais importante, mais um disco diferenciado.

E algo interessante em se tratando de CYHSY é que, apesar de eu gostar da banda, o experimentalismo de algumas faixas (ou parte delas) e o vocal as vezes me irritam. Quer dizer, ouça, ouça várias vezes, antes de você dizer que odiou. No final, você vai achar legal.

sexta-feira, março 02, 2007

Con o quê?!

Não sei como brotam tantas bandas boas de países tão pequenos. Claro que sempre que falo isso, lembro da Inglaterra, pequena ilha e berço da maioria dos grandes grupos da história.

O pedacinho de terra da vez e a Suécia. Bandas legais surgem há toda hora lá. Ouça Convoj e você vai entender o que estou falando.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

E o Oscar vai para...

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deu tantos prêmios para filmes ridículos como Titanic que agora foi obrigada a premiar Martin Scorsese. Sim, porque daqui a pouco o velho morre e se vai sem levar a estatueta que muito projeto de diretor já ganhou. Não que Os Infiltrados seja ruim, pelo contrário. Mas que o prêmio de melhor filme e melhor diretor foi forçado, ah isso foi.

Os gênios são uns babacas


Nem terminei de ler e já recomendo o livro Heavier than Heaven (Mais pesado que o céu), a biografia de Kurt Cobain, líder do Nirvana, feita pelo jornalista Charles R. Cross.

O autor pesquisou durante 4 anos, o que resultou numa obra profunda. Tem fã que idolatra tanto o ídolo que não gosta do livro. Mas não adianta, Kurt foi um gênio do rock and roll e era “o cabeça” de uma das bandas mais legais das últimas décadas, mas isso não faz dele um cara gente boa, preocupado com a família, com o mundo e com as pessoas em sua volta. A maior parte do tempo ele era um otário mesmo, o que não diminui a sua importância pra música.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Mais do mesmo

Até me considero um fã de Iñárritu, apesar de sua breve carreira cinematográfica. Mas realmente estava cabreiro com seu novo filme, Babel. Por isso fui preparado.

O que aconteceu foi que realmente o filme não me surpreendeu. Mais do mesmo. Em outra arte, a música, isso geralmente é um problema. Cobra-se evolução, novos caminhos. No cinema não vejo tanto isso. Mas em Babel notei que a crítica torceu o nariz para as mesmas saídas de narrativa não linear, histórias que interferem uma na outra e alto grau de sofrimento pelos quais passam seus personagens.

Realmente cansou. Mas mesmo assim, o filme tem os seus fortes, sendo muito bem fotografado e com histórias interessantes (uma se passa no Marrocos, outra na fronteira EUA/México e a outra no Japão), principalmente a da menina muda que vive em Tóquio.

Quer dizer, vale a pena. Mas também não vá achando que vai sair embasbacado da sala.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Sobre o motivo do filme

O motivo central do filme A Conquista da Honra (de Clint Eastwood), é a foto dos soldados americanos hasteando a bandeira do seu país no alto de um morro, na ilha de Iwo Jima. A partir deste fato, transcorre toda a história. O clic deu ao fotógrafo Joel Rosenthal, da Associated Press, o Prêmio Pulitzer.

Mas o mais incrível não é nem a foto, mas imaginar a quantidade de fotógrafos registrando o combate. Quer dizer, em meio a milhares de soldados (eram perto de 50.000), centenas de fotógrafos acompanhavam aquele terror, registrando com suas lentes detalhes que o governo americano não gostaria nada de divulgar.

Abaixo, comentário sobre o filme. Fico agora no aguardo da estréia (em Blumenau) de Cartas de Iwo Jima, o outro filme de Clint Eastwood e que mostra o lado japonês da batalha.

Sobre o diretor e o filme

Essa semana fui ver A Conquista da Honra. E aconteceu o mesmo que tem ocorrido comigo nos últimos filmes que vejo dirigidos por Clint Eastwood: fico impressionado como um cara consegue a cada ano ficar melhor. Pena que ele já tenha 76 anos (ou seria 78?), porque se tivesse uns 65, imagina o que não viria por aí.

Sou suspeito de falar de filmes de guerra, pois adoro o gênero. E até porque realmente tivemos grandes clássicos neste segmento. E “A Conquista...” está no nível dos melhores. A locação é perfeita, até porque é a própria ilha onde aconteceu o fatídico combate em 1945, que vitimou 6.821 marines e 22 mil soldados japoneses. A seqüência do desembarque – assim como a de Em Busca do Soldado Ryan – é perfeita e tem uns 10 minutos. A postura do roteiro, valorizando a honra do ser humano diante do terror (em todos os sentidos) de uma guerra é também bastante interessante. A direção é primorosa e se utiliza de um estilo de preto e branco colorido (sic) para retratar as cenas de combate. E a seqüência de fotos no final, além de ser impressionante, mostra o quanto a produção não exagerou ao reproduzir a chegada dos navios e aviões à ilha bem como o próprio desembarque.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Que saudade da Laura Palmer

Primeiro que meus horários não permitem marcar compromissos, mesmo que semanais, em frente a TV. Quer dizer, em uma segunda a noite posso estar livre, na outra não. Segundo porque seriados televisivos nunca foram a minha praia. Estou falando isso porque, de tanta falação, estou tentando ver alguns. Comecei pelos mais famosos e que possuem legiões de fãs pelo mundo todo.

Aos pedaços, vi a temporada passada da Família Soprano, na HBO e curti bastante, apesar de não saber muita coisa sobre os personagens, visto que a série existe há anos. O mesmo aconteceu com a famosa Lost. Sem entender muito algumas coisas, andei vendo uns capítulos da temporada passada na Globo e outros da atual na AXN. Não gostei. Enrola que nem novela, apesar de a direção ser até interessante. Outra que vi esses tempos é a tal de Grey´s Anatomy. Posso ter dado azar, mas o episódio que vi foi muito chato. Ou claro - como é uma história contada durante 1 semestre inteiro (ou mais ou menos, não sei), um único dia é quase nada. Definitivamente, não sirvo pra ver este tipo de coisa. Mas uma coisa é bom frisar: sou até hoje um grande fã de Twin Peaks.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

E o pai de todos é o Robert Plant



Difícil uma banda (ou seria somente um cara?!) com tão pouco tempo de carreira criar discípulos. Eu to falando do The White Stripes, ou mais precisamente do compositor, vocalista e guitarrista – na verdade o cara é até meio maestro, pois toca bem um monte de instrumentos – Jack White (também do Raconteurs!). Primeiro foi o Wolfmother, cuja semelhança era disfarçada por outras influências claras, como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.

Já o Cold War Kids é bem mais descarado. Desde o vocal, passando pelo timbre e estilo dos solos de guitarra, nota-se claramente que a banda de Detroit foi a grande influência da rapaziada. Mas, mesmo longe da ousadia do White Stripes, a proposta do CWK é interessante e o disco de estréia é bem legal.



terça-feira, fevereiro 06, 2007

PÉ NA ESTRADA

Walter Salles tem uma bucha na mão: transpor para as telas um clássico da literatura mundial, o beatnik “On The Road”, escrito em 1951, por Jack Kerouac. Digo isso porque adaptações da literatura já são problemáticas, tanto que sempre que se conversa com alguém que leu um livro e depois viu o filme o que mais se ouve é que a obra cinematográfica é inferior. Imagina em se tratando de um marco literário que influenciou gente como Bob Dylan, John Lennon, Jim Morisson e provavelmente Francis Ford Coppola, que detém os direitos do livro do falecido Kerouac. Muita sorte ao brasileiro, que pretende acabar o filme em 2009.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

SOMOS TODOS UNS ANIMAIS

Enquanto em nosso mundo real e atual a preocupação é com o efeito estufa e suas nefastas conseqüências, no filme Filhos da Esperança (Children of Men) o problema é outro: há 18 anos não nasce uma criança no planeta.

Isso mostra a criatividade da história, que teve roteiro e direção assinados por Alfonso Cuarón. Inclusive, até pelo seu estilo de filmar, muitas vezes com a câmera no ombro e também fazendo seqüências impressionantes, acho que ele acertou mais na segunda tarefa do que na primeira, pois alguns aspectos ficaram meio mal contados. Pelo menos para mim.


Mas claro, nada que tire o brilho da obra, que é visualmente impressionante e repleta de referências que me deixaram de boca aberta. Como destaque, a obra-prima Guernica (que simboliza os horrores da guerra), de Picasso, de fundo em uma sala de reunião de uma megamansão nada desconhecida: ela seria a fábrica da capa do disco Animals, do Pink Floyd. Com direito ao balão em forma de porco no céu. Realmente somos uns animais!

terça-feira, janeiro 30, 2007

PAULO FRANCIS

Brilhante e polêmico, Paulo Francis foi um grande intelectual. Quando pequeno achava ele exótico, por causa daquele jeito de falar. Já maior, curtia a acidez de seus comentários. Na Bravo 113 tem uma matéria bem legal sobre ele. Abaixo algumas tiradas do escritor, crítico e jornalista que morreu em 1997.

“Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade”.

“É impossível escrever sem ter lido muito”.

“A tendência do intelectual é ser de direita. Ele é por definição um elitista”.

“A função das universidades é criar elites, e não dar diplomas a pés-rapados”.

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. Crítica não é raiva. E crítica, às vezes, é estúpida”.

“Quero que fique registrado que eu favorecia o fechamento do Congresso ou qualquer outra dessas instituições reacionárias que impedem o progresso do país”.


“Sou uma pessoa de poucas raivas e rancores. Eu mais me divirto com a loucura humana do que me irrito. Os inteligentes percebem”.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

NÃO SE DEIXE LEVAR PELOS NOMES

Seguidamente deixo de ver algum filme na TV por causa nome. Tem uns títulos tão ridículos que, pelo menos a mim, acabam espantando.

Por exemplo, quando via o anúncio de O Império do Besteirol Contra-Ataca nem cogitava ver algo com esse nome ridículo. Um certo dia, por casualidade, acabei vendo o começo e percebi que era um filme do Kevin Smith (ele aparece no filme), fato que me manteve na poltrona.

Quer dizer, diversas vezes perdemos de ver bons filmes em virtude de seu nome em português. Em tempo: o nome original de “O Império...” é Jay and Silent Bob Strike Back.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

BOTH SIDES OF THE SHOW

Sábado fui ao show do Ben Harper, no El Divino de Jurerê, em Florianópolis. Esperava por isso desde 1998, quando não pude ir por não ter dinheiro para me deslocar de Pelotas até Porto Alegre (e pagar o ingresso que, na época, devia ser mais caro que o de agora) para vê-lo no Free Jazz Festival.

O show valeu pra caramba, gosto muito do cara até hoje. Seu novo disco (Both Sides of the Gun), continua aquele caldeirão sonoro que mistura funk, soul, rock, reggae, blues. E tudo com muito bom gosto.

O que mudou bastante (e aumentou consideravelmente, o que credito ao disco Diamonds on the Inside) foi o público. O local para umas 7.000 pessoas estava lotado e a galera cantava mesmo. Pelo estilo de uns, aposto que se tivesse um show da Ivete Sangalo no outro dia, uma boa parte daquela turma iria também. Pessoal eclético esse.

Preconceitos à parte, o ponto negativo da noite foi a falta de estrutura da cidade para receber espetáculos deste porte. Parece que teve gente que até perdeu parte do show, vítimas de um engarrafamento em que só eu – que fui cedo - fiquei preso por mais de 1 hora. Inaceitável, principalmente porque só depois de toda a confusão armada e tudo estar parado por horas foi que a polícia chegou para dar uma “força”.

Como “filmei”, semana que vem vou largar pedaços do show por aqui.

terça-feira, janeiro 23, 2007

PÚBLICA



Com certeza a banda Pública, de Porto Alegre, está entre as grandes novidades que conheci nos últimos meses (e eu estou falando de tudo, não só de Brasil). Não sou de me deixar levar por apenas uma música, mas a canção Long Plays me pegou na veia. Depois conheci algumas outras, mas o disco mesmo ainda não encontrei. Deixo vocês com o vídeoclipe da música Polaris, que também dá nome ao primeiro trabalho dos caras.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

MOST PLAYED

Entre as novidades da semana passada, considero o último do Bloc Party a melhor de todas. Primeiro porque o disco é muito bom, segundo porque estava esperando pelo segundo trabalho dos caras com ansiedade. A Weekend in the City tem lançamento oficial para o dia 5 de fevereiro de 2007.

Uma grata surpresa pra mim foi o disco Writer’s Block, terceiro do trio sueco Peter, Bjorn and John. Só conhecia uma música dos caras e o disco me surpreendeu.

Outra novidade da semana foi o primeiro do Army of Anyone, banda dos irmãos De Leo, ex-Stone Temple Pilots (banda da qual sempre fui muito fã). Ainda não desceu bem o disco, achei datado demais, com pitadas de diversas coisas que hoje não me agradam mais. Mas de saída deu pra ver que é melhor que o Velvet Revolver, o que também não é nenhum grande elogio (hehe!).

domingo, janeiro 21, 2007

VOLTANDO COM OS BEASTIE BOYS



Desde setembro não atualizo o Bronquite. Quando escrevi o último texto, já tinha decidido que ia parar, pelo simples motivo de que nunca tinha tempo, então o Blog estava sempre desatualizado. Mas tem tanta coisa acontecendo, que acho que vale a tentativa da volta. Começo com uma novidade (aqui, diga-se de passagem!) que é a postagem de um vídeo. Eu mesmo fiz e a qualidade é baixa porque gravei no cartão de memória (isso mesmo: levei a câmera sem fita!!!) e bem longe do palco.

É um show do Beastie Boys, realizado em Curitiba, se não me engano em 30/10/06, no TIM Festival, evento que como os similares (Claro Rock, Motorola Sei lá o que, Campari Rock...) tem transformado o Brasil em rota de grandes espetáculos mundiais. O show da atração principal foi bem bom, e deu pra mostrar que eles realmente são a maior banda de Hip Hop do mundo.